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Você já percebeu como os computadores estão assumindo boa parte das atividades humanas nas empresas, certo?

O atendimento ao cliente é feito por chatbots, a coleta e análise de dados é realizada por softwares e até a organização de escalas e agendas pode ser feita de forma totalmente automática.

Com a tecnologia avançando e o mundo mudando rapidamente, não tem como negar que as habilidades necessárias aos seres humanos também passariam por uma transformação radical.

Até pouco tempo atrás, o que as empresas valorizavam era a capacidade técnica das pessoas. Fazer cálculos, montar planilhas, apertar parafusos, criar projetos gráficos, fazer medições. Hoje, tudo isso pode ser feito por máquinas, em questão de minutos.

Então, o que sobra para o ser humano? Será que seremos substituídos por computadores?

Em muitas atividades manuais e burocráticas, sim. Mas existem habilidades que nenhum computador do mundo poderia desenvolver, mesmo com inteligência artificial. E são essas competências que o profissional do futuro deve ter para desenvolver uma carreira de sucesso.

Continue a leitura e descubra quais conhecimentos são esses!

1. Criatividade

estudo na mesa com cafe

Criatividade é encontrar novas formas de aplicar o conhecimento que você tem, buscando sempre atingir um resultado.

Ela sempre foi essencial para a evolução humana. A passagem da carroça para o carro e do telefone fixo para o celular são resultado da criatividade das pessoas.

No ambiente de trabalho, a criatividade tem um papel fundamental no sucesso dos negócios. É por meio dela que se otimiza recursos, reduz custos e aumenta a produtividade.

Normalmente pensamos que a criatividade é algo inato, ou seja, que nasce com a pessoa. E, de fato, as crianças são sempre bastante criativas. O que acontece é que vamos perdendo essa capacidade com o tempo, por não treiná-la.

Então, se você deseja ser um profissional criativo e garantir seu lugar no mercado de trabalho, comece a exercitar sua criatividade.

2. Inteligência emocional

inteligencia emocional

Inteligência emocional (IE) é a capacidade de saber lidar com sentimentos e emoções nas mais variadas situações.

Uma pessoa com inteligência emocional bem desenvolvida sabe identificar a emoção em si mesmo e nos outros e usá-la em seu benefício.

A IE é de extrema importância para quem lida com pessoas diariamente, afinal, os conflitos surgem das relações interpessoais nas organizações.

Imagine que, ao receber uma bronca do chefe, um profissional comece a chorar. Seria embaraçoso, não? Outra situação: imagine que, em uma reunião, um dos seus colegas perde a calma e começa a gritar com os demais.

Essas são situações em que as pessoas não têm inteligência emocional para lidar com o contexto que estão vivendo. Isso prejudica não só o relacionamento profissional na empresa, mas também a imagem e reputação de quem não está preparado para lidar com as pressões e desafios do dia a dia.

3. Orientação para o serviço

servir colega

 

A palavra “serviço” significa ato ou efeito de servir. Seja na indústria, no comércio ou no segmento de serviços, estamos sempre servindo a alguém, seja um cliente, um colega de trabalho ou um fornecedor, por exemplo.

Prestar um serviço significa ajudar. E isso requer uma boa dose de colaboração, empatia e espírito de equipe. É por esse motivo que a orientação para o serviço entra como um dos conhecimentos indispensáveis ao profissional do futuro.

Se as máquinas se ocupam de tudo o que é burocrático e operacional, as pessoas se voltam mais para as atividades que precisam de contato humano. E quem está disposto a ajudar os demais se destaca da multidão que prefere ficar atrás de uma máquina.

4. Gestão de pessoas

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Normalmente ligamos o termo gestão de pessoas ao departamento de recursos humanos. No entanto, gerir pessoas faz parte do dia a dia de qualquer colaborador dentro de uma empresa.

Se você é líder de um projeto, tem que gerir os demais colegas enquanto ele seja desenvolvido. Caso tenha um cargo de supervisor, coordenador ou gerente, deve gerenciar sua equipe. Se faz parte da brigada de incêndio da organização, pode ser que, em algum momento, também precise gerir pessoas.

Nesse sentido, gestão de pessoas é essencial a qualquer um. Essa habilidade consiste em saber liderar pessoas, delegar tarefas, motivar a equipe e monitorar o desempenho dela.

A gestão de pessoas exige, também, que você tenha um profundo conhecimento sobre quem trabalha junto a você. Assim, é possível colocar a pessoa certa, na função certa e, com isso, obter melhores resultados para a organização.New call-to-action

5. Pensamento crítico

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Pode até ser que a tecnologia seja a responsável por coletar e analisar dados, criando relatórios bastante precisos sobre os mais diversos temas e cenários. Entretanto, quem toma as decisões nas empresas são as pessoas.

É por isso que o pensamento crítico é um dos conhecimentos indispensáveis para o seu futuro profissional. Por meio dele, você avalia opções e possibilidades, lista os prós e contras de cada situação e toma decisões que impactam o futuro da empresa.

Por exemplo: hoje, temos softwares que analisam o perfil comportamental das pessoas e ajudam gestores de RH na contratação de funcionários. Se a máquina fosse perfeita, não haveria necessidade de demissões, certo?

Mas, e se ao longo do tempo esse novo colaborador não se adapta à organização? Quem toma a decisão de demiti-lo, considerando a situação financeira da empresa, a quantidade de trabalho da equipe e os custos de uma nova contratação? São as pessoas.

6. Adaptabilidade

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Com as mudanças tecnológicas ganhando cada vez mais velocidade, as empresas também entraram em um novo ritmo. É preciso inovar todos os dias, atualizar-se constantemente e até mudar o modelo de negócios para manter a competitividade.

E quem está no interior das organizações, fazendo tudo acontecer, precisa desenvolver o que chamamos de adaptabilidade. Essa competência se traduz na capacidade que a pessoa tem de se adaptar a mudanças rapidamente, seja de contexto, de ideia, de tecnologia ou de circunstâncias.

Imagine que seu cargo deixa de existir na empresa. Em vez de demitir você, seu gestor oferece uma outra posição. Mas é preciso aprender um novo conjunto de atividades. Se você tem uma boa adaptabilidade, vai pegar a oportunidade e fazer acontecer.

7. Alfabetismo digital

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Antigamente, o termo alfabetismo era ligado apenas à capacidade de ler, escrever e fazer contas. Mas, com a expansão das tecnologias da informação e da comunicação, passamos a ter, também, o alfabetismo digital.

Esse conhecimento é essencial para quem deseja se manter relevante no mercado de trabalho, já que, para desempenhar nossas atividades, precisamos lidar com a tecnologia diariamente.

Acessar o computador e os principais softwares da empresa é apenas o começo. Para se destacar, o profissional do futuro precisa dominar as ferramentas da sua área de trabalho e ter conhecimento sobre as tendências que marcam o futuro da sua profissão.

Em outras palavras, é preciso aprender a usar a tecnologia disponível diariamente, atualizando-se ano a ano com relação às mudanças que elas sofrem.

8. Colaboração em nuvem

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Com a flexibilização do trabalho e a implementação do home office (trabalho em casa) em muitas empresas, as equipes passam a estar em permanente contato por meio de ferramentas de colaboração em nuvem.

Colaborar em nuvem significa usar recursos, como aplicativos e softwares online, para desenvolver projetos em conjunto com outras pessoas, compartilhar documentos e fazer reuniões via videoconferências, entre outros.

Essa habilidade permite que você interaja com colegas de trabalho independentemente de onde você ou eles estejam. E por que isso é valioso para as empresas?

Porque o teletrabalho permite contratar os melhores talentos sem aumentar os custos da organização. Na verdade, o home office traz redução de custos ao mesmo tempo que promove uma melhoria significativa na qualidade de vida dos trabalhadores. E isso se traduz em mais e melhores resultados para a empresa.

9. Multilinguismo

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Ser fluente em outro idioma já não é opção para quem deseja permanecer relevante no mercado. É indispensável.

O inglês é a língua dos negócios e o mandarim avança a passos rápidos também para se tornar um idioma essencial no ambiente corporativo.

Além do inglês, o espanhol se faz presente nas organizações que fazem negócios na América Latina e é essencial para que possamos nos comunicar com clareza com países vizinhos, como Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai, entre outros.

Sendo assim, aprender outros idiomas deve ser um item no seu checklist de competências a desenvolver.

10. Multidisciplinaridade

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Antigamente, escolhíamos uma carreira e seguíamos nela a vida toda. O administrador trabalhava com administração; o engenheiro com engenharia; o médico com medicina. Entretanto, esse cenário mudou bastante nos últimos anos.

As empresas precisam de profissionais multidisciplinares, capazes de atuar em diversas frentes de trabalho e combinar conhecimentos para inovar.

Um médico que assuma a gestão de uma clínica, por exemplo, precisa adquirir conhecimentos de gestão empresarial. O administrador que atua na área de engenharia ambiental deve conhecer a fundo esse mercado. O engenheiro que segue pela engenharia médica deve absorver o máximo de conhecimento possível sobre medicina.

Essa multidisciplinaridade é conquistada a partir do momento que você combina diferentes formações. Um jornalista, por exemplo, pode se especializar em economia e depois em gestão de projetos.

Combinando esses conhecimentos, ele passa a ter uma formação bastante diversificada e um currículo único no mercado.

11. Transculturalismo

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Uma das grandes revoluções geradas pela tecnologia foi a capacidade de nos comunicarmos com qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo. Isso aproximou as fronteiras dos países e hoje temos amigos e colegas de trabalho espalhados por todo o mundo.

Mas, fazer com que pessoas com culturas tão distintas trabalhem em conjunto, não é nada fácil. Quem lida diariamente com colegas de várias partes do mundo precisa romper preconceitos, compreender contextos sociais, culturais e religiosos e ainda ter um idioma em comum.

Por essa razão, o transculturalismo é um dos conhecimentos indispensáveis para o seu futuro profissional.

Pessoas capazes de atuar em vários contextos socioculturais, com pessoas de perfis distintos, têm mais abertura para a inovação e a criatividade. Também se relacionam melhor no ambiente de trabalho e se adaptam facilmente a mudanças de cargo e região de atuação.

12. Pensamento computacional

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A tecnologia está a serviço do ser humano, por isso, é essencial que saibamos lidar com ela nos mais variados contextos.

Enquanto as máquinas são capazes de realizar tarefas operacionais, fazer cálculos extraordinários e combinações inusitadas de dados, nós, seres humanos, temos a capacidade de analisar tudo isso de pontos de vista distintos.

Um software pode fazer uma série de cálculos e dizer que o melhor a se fazer para construir uma estrada é desalojar uma comunidade inteira de pessoas. Entretanto, o ser humano é capaz de avaliar o impacto social e emocional nas pessoas que vivem nessa comunidade e, assim, mudar o projeto.

O pensamento computacional se resume a saber ler e interpretar os dados, dando sentido a eles. 

Conclusão

Essas doze competências que listamos não são as únicas que você deve desenvolver para garantir um futuro profissional de sucesso. Entretanto, elas são peças-chave para a continuidade da sua carreira.

Como você deve imaginar, a única forma de adquirir esses conhecimentos e torná-los um diferencial no seu currículo é por meio dos estudos. Quem se mantém em permanente atualização sabe o que é necessário para melhorar suas competências, habilidades e atitudes no trabalho.

A qualificação profissional permite que você identifique tendências de mercado, como essas, e se antecipe, buscando cursos de atualização profissional, graduação e pós-graduação que preencham essas lacunas no seu currículo.

Mas não se trata apenas de estudar a teoria, claro. A aplicação desses conhecimentos no seu dia a dia é o que traz a experiência e a segurança necessárias para que você seja um profissional respeitado no mercado.

Portanto, na hora de escolher a instituição de ensino que vai levá-lo um passo adiante rumo ao seu futuro profissional, não deixe de avaliar se a teoria e a prática andam juntas por lá.

 

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